quarta-feira, agosto 16, 2006

Eu busco, n’aguardente tal resposta

Eu busco, n’aguardente tal resposta,
Que possa permitir sobrevivência...
A mesa da taberna está disposta,
Teus olhos, no luar, coincidência...

Esses casais rodando, o medo tosta,
Queimando meus sentidos, sem ciência
De quanto me doeram tanta crosta
Criada nos fantasmas, providência...

Bem sei que se pudesse ser teu dono,
Não mais prosseguiria solitário,
Portanto, vou seguindo no abandono,

A tristeza fazendo aniversário...
Nem sei mais o canto que eu entono,
A cabeça girando, o calendário...