domingo, junho 18, 2006

Cachucha e Zeca Pistola

Fifa faz holandeses assistirem jogo sem calças

A Fifa, a entidade que controla o futebol mundial, explicou neste sábado porque quase mil torcedores holandeses foram obrigados pela entidade a assistirem uma partida da Copa do Mundo sem calças.


Os torcedores chegaram para o jogo contra a Costa do Marfim, na sexta-feira, usando suas tradicionais calças laranja-claro, mas com o logotipo e o nome de uma cervejaria holandesa.

Como a Fifa já havia advertido que não permitiria nenhuma "campanha publicitária não autorizada", forçou os torcedores a deixar as calças na porta do estádio, para proteger os interesses da cervejaria que patrocina a Copa. Caso contrário não seria liberada a entrada desses torcedores. Eles então tiraram suas calças e acompanharam toda a partida usando apenas cuecas.

Quinze grandes companhias pagaram até US$ 50 milhões cada uma pelo direito de ser um dos patrocinadores oficiais da Copa do Mundo.

A empresa americana Anheuser Busch, fabricante da cerveja Budweiser, pagou pelo direito exclusivo de promover e vender sua bebida nos estádios e em outros locais oficiais da Copa. A concessão de uma das cotas de patrocínio a uma cervejaria americana provocou um forte ressentimento na Alemanha, um país que se orgulha pela qualidade de sua cerveja e que tem leis rígidas para controlar sua composição.



Esse fato me faz recordar um dos mais comentados episódios da história do futebol santamartense.
Jogo final do campeonato municipal entre Santa Martha e São José do Caparaó.
Jogo difícil, o time de São José contava com alguns dos maiores craques da região, importados a peso de ouro pelo mecenas do time.
Entre eles o mais temido era Cachucha. Centro avante de fama até fora do estado, tendo tido uma passagem profissional pelo Ipiranga de Manhuaçu.
Reserva, é claro, mas profissional.
Tínhamos o conhecido João Polino, ex-técnico do Santa Martha, como Conselheiro do time.
Bom conselheiro de conselhos tortos para momentos difíceis.
Ao perceber que seria muito difícil vencer a partida, João Polino resolveu montar uma armadilha para o ataque da equipe adversária.
João armou o seguinte esquema defensivo para tentar salvar a equipe:
Havia uma jovem não muito bonita, mas com pernas muito bem torneadas e coxas fantasticamente roliças, muito conhecida como namoradeira lá pras bandas de Santa Martha, estendendo sua fama até aos municípios próximos.
Por causa daquelas coxas, muitos cabras já tinham trocado tapas, pescoções e até tiros.
Conta-se que algumas cicatrizes escancaradas nos rostos de alguns cidadãos daquelas bandas, tinham a assinatura das coxas de Malú, apelido da jovem senhorita.
Pois bem, João posicionou estrategicamente a moçoila por trás do gol do time de Santa Martha; com uma minissaia exuberantemente curta.
Segundo a determinação do conselheiro Polino, a cada ataque do adversário, principalmente se Cachucha estivesse com a bola, Malú, simplesmente abria um pouco as pernas e, com a visão paradisíaca, o resultado seria óbvio.
Encerrado o primeiro tempo, o resultado de tal estratégia não surtira nenhum efeito, o jogo já estava quatro a zero para São José e com todos os gols feitos por Cachucha.
Terminado o jogo, e o placar de sete a dois para o time visitante, João resolveu tirar a história a limpo.
Ao entrar no vestiário do time adversário, com a desculpa de parabenizar a outra equipe pela vitória, obteve a resposta esperada.
Ao flagrar Cachucha semi-nu, entre beijos e abraços, agarrado no pescoço do beque central do time, Zeca Pistola, percebeu o motivo delicado do apelido do centro avante.
O pior de tudo foi, segundo João Polino, o espanto causado pela justificativa do apelido do zagueiro...