sábado, agosto 05, 2006

Soneto


Eu vou morrer de tanto amar na vida,
Nesses braços que tive, mas, perdida,
Procura em outros braços por prazer,
Buscando, noutras vidas, bem querer...

Amei-te tanto, eterna despedida,
Nos desencontros tantos, vai, fingida
A que eu julgava nunca me esquecer,
A dor pior que tive: te perder...

Mas não quero querer teu sofrimento,
Não me serve, consolo nem alento.
Eu quero teu sorriso e alegria

Quero poder saber da fantasia
Que desfilas, mais bela melodia,
A tua voz, ouvindo com o vento...